Encanto...o que fazer quando vira paixão? A verdade é que sempre anseio um amor...sem isso a vida mostra sua verdadeira face: a dor de assistir sua própria destruição.
Mas o amor pode ser uma ilusão de amor. Um branco devaneio de papoula...te da o prazer do sexo, o conforto do carinho e uma breve esperança. Assim, se sonha acordado até o momento em que os pulmões se livram da fumaça floral. De repente, o despertar é como um parto. Numa agonia maiêutica, o corpo desfalece e a alma perde todo brilho. Mas viver é penar...é enganar-se e, como um depressivo tratado com "prozac", colocamos uns óculos cor-de-rosa para recompor a moral. E la vou eu, em busca de novas paixões...não apenas humanas; essas podem destronar-me; mas as intelectuais; que me elevam ao trono do nirvana. Somente a arte é fiel e me completa...somente Afrodite me consola num Olimpo decadente. Ah, minha mãe, como ainda sou pequeno e dependente de ti. Não alço vôo por você e por vertigem. Preso à terra jaz um amante.
"A arte é uma arma carregada de futuro" - Gabriel Celaya, frase citada no filme espanhol Noviembre, de Achero Mañas.
"Vou me embora pra Pasargada" - Manuel Bandeira.
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