terça-feira, 30 de outubro de 2007

Uma noite...

Sob a luz da lua, uma despedida que custa ser aceita. Abruptamente uma brisa gélida envolve seu corpo...é a solidao. Algumas duras lembranças corroem-lhe a razao e sua alma ja nao é a mesma. Volta a ser alma de criança; nao tolera a solidao e deixa-se levar pelo medo do desconhecido. Clamando por proteçao, o pranto descontrolado incha-lhe a face. As lagrimas nao cessam...mas uma fina parte da logica lhe revela que nada mudou...sempre sera a mesma criança hipersensivel. Fadada a sofrer e atirar-se nas palavras.

domingo, 28 de outubro de 2007

O nada

Traido. No conforto do convivio diario, algumas coisas nao se mostram como de fato sao. O que parece ser um continuo conhecimento do outro nao é nada além de projeçoes de mim mesmo no outro. Dos mais escabrosos angulos da alma, até os mais brilhantes...que sao poucos. Alma Yin, fria, escura e misteriosa. E o engano de conhecer o outro, torna esta alma ainda mais nebulosa. Perco-me na névoa e nao desejo encontrar um caminho que leve à luz. Na verdade, quero voltar ao nada. Sair do ciclo de dominar e ser dominado...de confiar e ser enganado. Retorno entao, ao estado de nao existencia...seguindo a Nietzsche e a Buda, pois nem a dor nem o prazer valem qualquer esforço para serem alcançados.