segunda-feira, 28 de abril de 2008

As vinte primaveras

Vinte primaveras passaram-se e Afrodite me coroa com os louros dos vinte anos.
Uma estranha sensação que talvez seja indefinivel e impossível de plasmar em palavras. Pulsa um certo medo e incômodo com a responsabilidade que a vida cobrará a partir de agora. Mesclado a uma estranha sensação de alívio que não sei explicar. E para a riqueza do texto uma imprevisivel lágrima cai sobre o teclado, trazendo consigo uma explosão de sentimentos e lembranças de vinte primaveram que se passaram. Vinte vidas parecem...vinte crianças que provaram da dor e do prazer de viver. Vinte almas que percorreram labirintos de escuridão. Vinte anos. Foram bons, sim Difíceis também. Mas inesquecíveis. A meméria é o maior presente que poderia receber e com ela voltam o gozo dos bons momentos...a ternura de seres amados...de lindas amizades que alimentam minha centelha de vida. Voltam também as dores que corroem a alma e alimentam as lágrimas que umidecem o teclado neste exato instante. Lágrimas que custam a sair pois o parto da amargura é custoso. Mas minha mãe me consola com sua brisa divina e voltam então a ternura das vinte primaveras de um filho de Afrodite.

sábado, 5 de abril de 2008

Retorno e morte de Ares

Entre inúmeras tentativas frustradas de encontros, uma por fim se concretiza e em meu rosto floresce um jardim. E novamente meu coração pulsa insanamente por ti, Ares. Retornaste depois de longa jornadas. Não insista em recordar nossa guerra pois não guardo rancor de nossos desafetos. Sei que não me convêm, mas irremediavelmente consegues me transtornar. Meus batimentos me sufocam, meu suor me afoga e cegamente caio num delírio. É assim que me deixas...como uma criança aflita por amor, ansiosa por um abraço. Porque tão débil fico em tua presença? Infelizente as moiras desejam nos separar...porém em meu íntimo, no mais profundo recôncavo do meu ser, desejo romper todos os obstáculos e ter novamente aquele maravilhoso sentimento que me davas. Aquele amor que me fazia sentir uma pessoa única e completa.
É hora de buscar a complitude em meu âmago e solitariamente seguir no caminho da paradoxal vida. Espero encontrar-te em outra vida. Amo-te tanto que mal posso suportar.